terça-feira, julho 03, 2007

A Vida

Já perdoei erros quase imperdoáveis,
tentei substituir pessoas insubstituíveis
e esquecer pessoas inesquecíveis.

Já fiz coisas por impulso,
já me decepcionei com pessoas que pensei nunca me decepcionar,
mas também já decepcionei alguém.

Já abracei para proteger,
já ri quando não podia,
fiz amigos eternos, amei e fui amado,
mas também já fui rejeitado, fui amado e não amei.

Já gritei e saltei de tanta felicidade,
já vivi de amor e fiz juras eternas,
magoei-me muitas vezes.

Já chorei a ouvir musica e a ver fotografias,
já liguei só para ouvir uma voz,
apaixonei-me por um sorriso,
já pensei que fosse morrer de tantas saudades,
e tive medo de perder alguém especial (e acabei por perder).

Mas vivi.
E ainda vivo!
Não passo, simplesmente, pela vida.

O melhor mesmo é ir à luta com determinação,
abraçar a vida e viver com paixão,
perder com classe e vencer com ousadia,
porque o mundo pertence a quem se atreve,
e a vida é muito para ser insignificante."

- Charles Chaplin -

3 comentários:

Anónimo disse...

´só morre feliz quem vive tentando. tantar custa, tentar dói, tentar por até matar quem tenta. mas o verdadeiro derrotado é aquele que nao se arrisca a ganhar´ edson athayde

(li, fixei, e jamais esqueci)

um

kakauzinha disse...

Já me tinham enviado estes versos em apresentação pps, e apesar da beleza da música e das fotos são de facto as palavras que nos tocam.

E com o Chaplin me defendo porque apesar da veia humorística (em que muitas verdades e misérias são representadas em forma de brincadeira), há a faceta séria e atenta ao que se passa à volta.

Bjs.

.*.*.K.*.*.

Japonesa disse...

em todas a atitudes, em todos os gestos, em todos os olhares, em toda a obra de arte, em todas as palavras há um motivo, há um passado impresso, um género de adn da personalidade de cada pessoa.

desde pequena, Chaplin me fazia ter sentimentos antagónicos e isso impedia-me de saber o que pensar, o que achar. ainda hoje este personagem/homem/artista/ser humano é uma pessoa que eu não consigo catalogar. fico-me pelo que me faz sentir: a intensidade das coisas nas suas duas vertentes.

isso não tem explicação dentro de mim e eu sei porquê: é a força motriz duma alma capaz de imprimir sensações fortes e violentas no outro. são coisas que a razão não mede...

e estas palavras como que se me chapam na minha cara, quase como que uma ofensa. mas não me fazem baixar os olhos de vergonha, ainda não...

WildMindMan ... tenho sentido a tua falta.

beijo doce