quinta-feira, novembro 30, 2006

Just ... dieses Lied ... ist für Dich ... Ich hoffe ... dass es Dir gefällt ;-)))


* Xavier Naidoo - FreiSein *

Glaubst Du , dass der Wind weht
weil irgend jemand sagt ...
"Wind , weh jetzt " !
Glaubst Du , dass die Sterne
die am Himmel stehen leuchten ...
Weil irgendwer sie anknipst ?

Glaubst Du das ?

Wenn Du das glaubst
dann wirst Du nie sehen und verstehen
was ich mein , wenn ich sag
"Ich will frei sein ...
Frei wie der Wind
wenn er weht "

"Ich will frei sein ...
Frei wie ein Stern
der am Himmel steht "

Ich will frei sein ... nur freisein ...

Glaubst Du , dass von allen Leben
auf der Welt ...
Eins wertvoller ist , als Deins ?
Glaubst Du das ?

Just ... Jinho Gandeeee :-)*

tento saber

Tento saber como é que vai ser, se posso viver sem ti
Tento fugir mas eu só penso, na hora em que estás aqui
Tu nunca vens e quando apareces, finges que não há nada
Deixas-me só sempre a pensar, que chegamos ao fim da estrada

Pode parecer que sou livre, mas eu estou preso a ti
Às vezes disfarço e não consigo
Mas eu só penso na hora em que estás aqui

Ligas para mim, eu vou até ai, depois dizes que não podes
Prometo que não te quero ver mais, até que tu não me largues
Não vejo ninguém vou por ai, deixo passar as horas
Chamo-te nomes grito contigo, e tu dizes que me adoras

Pode parecer que sou livre mas eu estou preso a ti
Às vezes disfarço e não consigo
e eu só penso na hora em que estás aqui

Tento manter a calma às vezes, parece que não te ligo
Pode parecer até que te esqueço, mas só quero estar contigo
Tento dizer adeus e tu deixas, sempre uma porta aberta
Tento esconder e fujo para noite, acordo de uma directa

Pode parecer que sou livre, mas eu estou preso a ti
Às vezes disfarço e não consigo
Mas eu só penso na hora em que estás aqui

Nuno Guerreiro

(hoje fui ao baú e tomem lá coisas lamechas) :-)

secretamente

Passo por ti, tu nem me vês
Só mais um dia, amanhã talvez...
E fico à espera de ver em ti
O sentimento que trago dentro de mim
Mas eu só posso imaginar, o que podia ser
Se eu te pudesse abraçar, se eu te pudesse ter

Secretamente, à espera de um gesto...de um sinal
Secretamente, tentando saber se dás por mim afinal
Secretamente, à procura de um toque...de um olhar
Secretamente, tentando saber se algum dia os nossos
mundos se irão cruzar...

Qual o caminho que irá dar
A esse teu mundo onde eu queria entrar?
E tantas vezes eu já sorri
Só por lembrar-me, só por pensar em ti
E eu só posso imaginar o que podia ser
Se eu te pudesse abraçar, se eu te pudesse ter

Secretamente, à espera de um gesto...de um sinal
Secretamente, tentando saber se dás por mim afinal
Secretamente, à procura de um toque...de um olhar
Secretamente, tentando saber se algum dia os nossos
mundos se irão cruzar...

Rita Guerra

E esta...



( Para traduções... façam fila... Danke ) :))

Um pouco de mim...



Para todos voces...

(como os adoro...)

Jinhos :)

Volúpia ...


No divino impudor da mocidade
Nesse êxtase pagão que vence a sorte
Num frémito vibrante de ansiedade
Dou-te o meu Corpo prometido à morte !

A sombra entre a mentira e a verdade
A núvem que arrastou o vento norte ...
Meu Corpo ! Trago nele um vinho forte
Meus beijos de Volúpia e de maldade !

Trago dálias vermelhas no regaço
São os dedos do sol quando te abraço
Cravados no teu peito como lanças !

E do meu Corpo os leves arabescos
Vão-te envolvendo em círculos Dantescos
Felinamente ... em Voluptuosas danças !

* Florbela Espanca *

Fernão Capelo Gaivota

Era de manhã e o novo sol cintilava nas rugas de um mar calmo.
A dois quilómetros da costa, um barco de pesca acariciava a água.
Subitamente, os gritos do Bando da Alimentação relampejaram no ar e despertaram um bando de mil gaivotas, que se lançou precipitadamente na luta pelos pedacinhos de comida. Amanhecia um novo dia de trabalho.

Mas lá ao fundo, sozinho, longe do barco e da costa, Fernão Capelo Gaivota treinava.
A trinta metros da superfície azul brilhante, baixou os seus pés com membranas, levantou o bico e tentou a todo custo manter suas asas numa dolorosa curva.
A curva fazia com que voasse devagar, e então sua velocidade diminuiu até que o vento não fosse mais que um ligeiro sopro, e o oceano como que tivesse parado, abaixo dele.

Cerrou os olhos para se concentrar melhor, susteve a respiração e forçou...só…mais...um...centímetro...de...curva...Mas as penas levantaram-se em turbilhão, atrapalhou-se e caiu.

Como se sabe, as gaivotas nunca se atrapalham, nunca caem.
Atrapalhar-se no ar é para elas desgraça e desonra.

Mas Fernão Capelo Gaivota - sem se envergonhar, abrindo outra vez as asas naquela trémula e difícil curva, parando, parando ... e atrapalhando-se outra vez! - não era um pássaro vulgar.

A maior parte das gaivotas não se preocupa em aprender mais do que os simples factos do voo - como ir da costa à comida e voltar.
Para a maioria, o importante não é voar, mas comer.

Para esta gaivota, contudo, o importante não era comer, mas voar.
Antes de tudo o mais, Fernão Capelo Gaivota adorava voar...

in "Fernão Capelo Gaivota" de Richard Bach

quarta-feira, novembro 29, 2006

" Ver sem Amar ... é Olhar nas Trevas "


* Led Zeppelin - Stairway To Heaven *

" Se o Infinito
cabe num Verso
e o universo no Coração
Por que me dizem os Sábios
que as Estrelas estão tão longe,
se eu sei que elas estão tão perto ?! "

"There's a sign on the wall , but she wants to be sure
Cause you know sometimes words have two meanings ...
In a tree by the brook , there's a songbird who sings
Sometimes all of our thoughts are misgiven !
Ooh ... it makes me wonder "

"There's a feeling I get , when I look to the west
And my spirit is crying for leaving ...
In my thoughts I have seen rings of smoke through the trees
And the voices of those who stand looking !
Ooh ... it really makes me wonder "

;-))***

Recado



ouve-me
que o dia te seja limpo e
a cada esquina de luz possas recolher
alimento suficiente para a tua morte

vai até onde ninguém te possa falar
ou reconhecer - vai por esse campo
de crateras extintas - vai por essa porta
de água tão vasta quanto a noite

deixa a árvore das cassiopeias cobrir-te
e as loucas aveias que o ácido enferrujou
erguerem-se na vertigem do voo - deixa
que o outono traga os pássaros e as abelhas
para pernoitarem na doçura
do teu breve coração - ouve-me

que o dia te seja limpo
e para lá da pele constrói o arco de sal
a morada eterna - o mar por onde fugirá
o etéreo visitante desta noite

não esqueças o navio carregado de lumes
de desejos em poeira - não esqueças o ouro
o marfim - os sessenta comprimidos letais
ao pequeno-almoço

al berto

(a ti um2 que sei que me ouve)e tenho a certeza que não me desapontará. não agora! :-)*** por tudo...

terça-feira, novembro 28, 2006

Há-de flutuar uma cidade

há-de flutuar uma cidade no crepúsculo da vida
pensava eu... como seriam felizes as mulheres
à beira mar debruçadas para a luz caiada
remendando o pano das velas espiando o mar
e a longitude do amor embarcado

por vezes
uma gaivota pousava nas águas
outras era o sol que cegava
e um dardo de sangue alastrava pelo linho da noite
os dias lentíssimos... sem ninguém

e nunca me disseram o nome daquele oceano
esperei sentado à porta... dantes escrevia cartas
punha-me a olhar a risca de mar ao fundo da rua
assim envelheci... acreditando que algum homem ao passar
se espantasse com a minha solidão

(anos mais tarde, recordo agora, cresceu-me uma pérola no
coração. mas estou só, muito só, não tenho a quem a deixar.)

um dia houve
que nunca mais avistei cidades crepusculares
e os barcos deixaram de fazer escala à minha porta
inclino-me de novo para o pano deste século
recomeço a bordar ou a dormir
tanto faz
sempre tive dúvidas que alguma vez me visite a felicidade

al berto

(para ti nesa)