porra, isto é amor!!
terça-feira, outubro 31, 2006
porque hoje é...
ela - vamos para o frio, leva roupas quentes. sorriso. voltamos domingo?
(...)
Evanescense ... " My Immortal "
" A VIDA ... "
Nela eu sou " livre "
Sou errante ...
Sou cigana ... feiticeira !
Sou mistica...
E também misteriosa .
A Vida ...
A tenho como expectadora !
Onde tudo se torna tão pequeno ...
Diante de sua imensidão .
Nesta Vida ... Sou " livre "
Sou amante ...
E a deixo me levar !
Percorro seus campos
Floridos onde danço ...
Loucamente !
Pois sou " livre "
Em meu espaço e razão ...
* Vania Staggemeier *
o suicidio

Só há um problema filosófico verdadeiramente sério: é o suicídio. Julgar se a vida merece ou não ser vivida, é responder a uma questão fundamental da filosofia.
Albert Camus, O mito de Sísifo, pag. 13
Gostaria de partilhar convosco esta frase que me faz reflectir em profundidade sobre o tema da vida, da liberdade e da realidade aprendida.
Não me alongarei em considerações, sejam elas filosóficas, empiricas ou outras quaisquer. Prentendia tão somente partilhar convosco uma das questões que acho interessantes pensar: saber se se aceita a vida tal qual ela se lhe apresenta ou se, pelo contrário, decide não querer essa vida e cometer, assim, o suicidio. Aqui, poderemos evocar a interiorização do homem como individuo livre de escolher.
Uma vez mais, a luta pela liberdade. A tomada de consciência de que está nas mãos do individuo optar, fazer escolhas, sentir-se livre.
Observando um pouco mais de perto, poderemos diferenciar bem um individuo deprimido dum suicida: os deprimidos conseguem ver o sol mesmo quando não existe, embora seja muito dificil às vezes; o suicida nem quando há sol o consegue ver.
Reforço ainda que o suicidio é o culminar de um sofrimento tão atroz, quando a alma não suporta a dor e precisa recorrer a auto mutilações fisicas, substituindo-a por uma dor fisica, tendando de alguma forma suprimir essa dor com outra, que consegue controlar, que é tomada de livre e espontânea vontade e não imposta.
Um tributo à liberdade de sentir e à liberdade de escolha. Mais uma vez, à minha maneira.
segunda-feira, outubro 30, 2006
Desejos " Cruzados " ...
Pedaços de Mim ...O amor partiu
Fiquei com feridas ...
Da alma aberta !
Hoje cicatrizam devagarinho
Pedaços ainda se encaixam ...
Mas eu sobrevivo !
Perdida no caminho fiquei
Mas quem me diz sobrevivo ...
Hoje me lanço em vôo livre
No mais longe e lindo horizonte ...
Aguarda - me eu chegarei
A qualquer hora ...
O silencio se irrompe !
Faz - me crescer em sentimentos...
Desejos que se cruzam !
Sorrisos que se encontram...
Aguarda - me ainda te encontro !
Ou no sussurrar do vento
Saberás onde me encontrar ...
Quem és Tu ???
* Vania Staggemeier *
domingo, outubro 29, 2006
a vida de novo
(esta é a musica que me acompanhará sempre, por todas as razões e por nenhuma razão em particular)
Adoro esta altura do ano em que acabou a agitação do Verão cheio de praia, mar, piscina e sol em demasia e somos surpreendidos pela chuva torrencial e pelo frio que nos fazem pensar no que devemos vestir e calçar nos dias cinzentos e complicados que se vão avizinhar com o Inverno.
E depois, de repente, acordamos e a chuva passou. O Sol aquece os corpos húmidos e inflamados de vida e os cheiros emanam de todo o lado. Transpirações húmidas de sensações fortes e quentes, que nos agitam as mentes e nos fazem sentir tudo mais intensamente.
A vida aparece de novo, mas mais rica na sua totalidade: os rios que correm mais depressa mas que cheiram a terra, a plantas e a chuva; os pássaros que nasceram ainda ontem e agora estão crescidos e exuberantes na sua plumagem delicada; as árvores que deixam cair as folhas a seus pés para que estas possam continuar a prepétuar a vida através das suas raízes (uma cama quente e húmida, onde a vida fervilha e nos faz sorrir perante a surpresa); os frutos doces e melosos, reconfortam o nosso calor cá dentro; os cheiros das pipas e do primeiro vinho... tudo tão maduro, tão mais apetitoso... o mar tão lindo outra vez...
Nesta altura do ano sinto-me repleta de energia e sensações de maturidade e de crescimento interiores. Sinto que a minha Primavera deu frutos que agora estão maduros e apetece-me mimá-los, fazer-lhes um ninho quente e bonito, todo cheio de pequeninas coisas, pequeninos gestos, delicadas folhas e flores ali mesmo, ao lado daquele riacho tão sereno, onde as águas cintilam e o sol espreita por entre as folhagens. E penso que talvez assim o meu Inverno seja mais fácil de suportar.
Talvez tu gostasses de fazer comigo esse ninho e os dois pudessemos ficar ali, a rir e a brincar, como dois tontos...
Sinto apenas que nada sinto...

Quando olho para mim não me percebo.
Tenho tanto a mania de sentir
Que me extravio às vezes ao sair
Das proprias sensações que eu recebo.
O ar que respiro este licor que bebo
Pertencem ao meu modo de existir,
E eu nunca sei como hei de concluir
As sensações que a meu pesar concebo
Nem nunca, propriamente reparei
Se na verdade sinto o que sinto.
Eu Serei tal qual pareço em mim? Serei?
Tal qual me julgo verdadeiramente?
Mesmo ante as sensações serei um pouco ateu,
Nem sei bem se sou eu quem em mim sente.
Fernando Pessoa
" Eu " ...Eu sou a que no Mundo anda perdida !
Eu sou a que na Vida não tem norte
Sou a irmã do Sonho , e desta sorte
Sou a crucificada ... a dolorida ...
Sombra de névoa tênue e esvaecida !
E que o destino amargo , triste e forte ...
Impele brutalmente para a morte !
Alma de luto sempre " incompreendida " ...
Sou aquela que passa e ninguém vê !
Sou a que chamam triste sem o ser
Sou a que chora sem saber porquê ...
Sou talvez a visão que Alguém sonhou
Alguém que veio ao mundo pra me ver ...
E que nunca na Vida me encontrou !
* Florbela Espanca *
sábado, outubro 28, 2006
Enigma " The Return To Innocence "
Segue o teu destino ... rega as tuas plantas ... " Ama " as tuas rosas ...
O resto é a sombra de árvores alheias !
A realidade sempre é mais , ou menos do que nós queremos ...
Só nós , somos sempre iguais a nós próprios .
Suave é viver só ... grande e nobre , é sempre Viver simplesmente !
Deixa a dor nas aras como ex - voto aos Deuses ...
Vê de longe a Vida ... nunca a interrogues !
Ela nada pode dizer-te ... a resposta está além dos Deuses .
Mas serenamente " imita " o Olimpo no teu coração ...
Os Deuses são Deuses , porque não Se pensam .
:-)*
" Fragmentos "
" ... A noite dilata a viagempresentimos a nervosa luta dos corpos contra a velhice
mas nada há a fazer ...
Resta-nos descer com as raízes do castanheiro
até onde se ramificam as primeiras águas e se refaz o desejo " .
" ... Visita - me enquanto não envelheço
toma estas palavras cheias de medo e surpreende - me
com teu rosto ...
Tenho uma varanda ampla cheia de Malvas
e o marulhar das noites povoadas de peixes voadores !
vem ...
Ver - me antes que a bruma contamine os alicerces
as pedras nacaradas deste vulcão a lava do desejo
subindo à boca sulfurosa os espelhos !
vem ...
Vem deitar - te comigo no feno dos Romances
para que , a manhã não solte o ciúme
e de novo nos obrigue a fugir ...
Vem estender - te onde os dedos são aves sobre o peito
esquece os maus momentos , a falta de notícias , a preguiça
ergue - te e regressa ...
Para olharmos a geada dos astros deslizar nas vidraças
e os pássaros debicam o Outono no sumo das amoras !
Iremos pelos campos à procura do silente lume das Cassiopeias ... "
* Al Berto *